domingo, 4 de dezembro de 2011

Parabéns PERITOS!!!

sábado, 29 de outubro de 2011

DNA confirma: corpo achado no Rio Botas era de Juan



Após quatro meses da morte do menino Juan Moraes, assassinado na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o caso parece, enfim, rumar para o fim. O exame de DNA pedido pela Defensoria Pública no último dia 5 concluiu que o corpo, exumado no dia 17 de agosto, é realmente de Juan. A afirmativa põe fim a uma das dúvidas decorrentes da sucessão de erros da polícia. O primeiro laudo expedido pela perícia informava que o corpo encontrado no rio Botas, em Belford Roxo, também na Baixada, era de uma menina.

Em nota, a Defensoria declarou que os novos exames foram importantes para o avanço das investigações sobre o caso. Através dessa perícia outras questões técnicas poderão ser esclarecidas sobre a identificação do cadáver. “Os novos exames confirmaram graves contradições técnicas periciais e distorções ocorridas durante o inquérito policial, que serão questionadas judicialmente a partir da próxima semana”, afirma a Defensoria Pública.

O pedido do novo exame de DNA foi feito pelo defensor público Antonio Carlos Oliveira, que representa Edilberto Barros do Nascimento, um dos policiais militares acusados de matar Juan. O corpo do menino poderá ser retirado do Instituto Médico Legal e, enfim, ser sepultado.

São acusados de matar Juan os policiais militares Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva. Todos foram denunciados por dois homicídios duplamente qualificados e duas tentativas de homicídio duplamente qualificado. Eles respondem pelo homicídio de Igor de Souza Afonso, morto durante a mesma operação que causou o assassinato de Juan. Em julho, o delegado titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, Ricardo Barbosa, responsável pela investigação do caso, informou que só a polícia atirou durante a operação da PM na favela Danon.

No dia da incursão da polícia à favela, em 20 de junho, Juan, o irmão dele, Wesley, de 14 anos, e o jovem Wanderson dos Santos de Assis, de 19, estiveram no meio dos tiros. Os dois jovens foram atingidos e correram para buscar socorro. Na volta, não encontraram Juan. O corpo do menino foi achado no Rio Botas, em Belford Roxo, município vizinho a Nova Iguaçu.

Fonte: Revista Veja 27/10/2011

Relato de casos 01 - Caso Isabella Nardoni




No dia 30 de março de 2008, o Brasil inteiro parou para acompanhar as investigações sobre a morte de Isabella Nardoni, uma criança de cinco anos assassinada na noite do dia 29 de março. A criança foi encontrada ferida, após ter sido jogada de uma altura de seis andares, no jardim do edifício London, prédio residencial na rua Santa Leocácida, Zona Norte de São Paulo. No apartamento, que pertencia a seu pai, moravam além dele a madrasta da menina e dois filhos do casal, um de onze meses e outro de três anos. A menina chegou a ser socorrida pelos bombeiros mas não resistiu e morreu a caminho do hospital.O pai de Isabella teria afirmado em depoimento que o prédio onde mora fora assaltado e a menina teria sido jogada por um dos bandidos. Segundo divulgado pela imprensa ele teria dito que deixou sua mulher e os dois filhos do casal no carro e subiu para colocar Isabella, que já dormia, na cama. O pai da vítima teria descido para ajudar a carregar as outras duas crianças, respectivamente de 3 anos e 11 meses, e, ao voltar ao apartamento, viu a tela cortada e a filha caída no gramado em frente ao prédio. Entre o momento de colocar a filha na cama e a volta ao quarto teriam passado de 5 a 10 minutos, de acordo com o depoimento do pai. Dias após, a investigação constatou que a tela de proteção da janela do apartamento foi cortada para que a menina fosse jogada e que havia marcas de sangue no quarto da criança.
INVESTIGAÇÃO:
O caso teve forte repercussão no Brasil, nos dias 30 e 31 de março. Em meio da repercussão, o pai da criança afirmou à polícia no dia 30, que ela havia ficado sozinha no quarto enquanto ele foi buscar os outros filhos. No mesmo dia, a emissora de TV de notícias Globo News revela que a polícia descartou a possibilidade de acidente na morte de Isabella.Segundo um delegado titular da polícia sangue foi encontrado no quarto e um buraco na tela de proteção de uma janela reforçam as suspeitas da polícia de homicídio. A perícia feita pela Polícia Técnico-Científica no domingo, diz que a rede de proteção da sacada, foi cortada propositalmente, só que no quarto dos irmãos da Isabella e não no quarto em que ela foi colocada para dormir.No entanto, uma rádio afirmou que o pai disse à polícia que a menina foi jogada por um assaltante.

INDÍCIOS:
Arrombamento:Consta no boletim de ocorrência a informação de que Nardoni teria dito aos policiais militares que atenderam ao caso que a porta do apartamento estava arrombada e de que ele teria visto uma pessoa fugindo após a tragédia. Já no depoimento, afirmou que a porta estava trancada e não mencionou a existência de outra pessoa. A averiguação dos peritos garantiu que não havia nenhum sinal de arrombamento no apartamento, muito menos de furto.
Os muros do condomínio eram baixos e de fácil acesso e, na época, havia apenas um prédio em construção e um terreno baldio nos arredores. A hipótese de que o invasor fosse morador do prédio não averiguada. O Pedreiro Gabriel Santos Neto que trabalhava na obra vizinha ao prédio que foi cenário do crime disse à Folha de São Paulo que a construção teria sido arrombada na mesma noite. Posteriormente desmentiu o fato e não pode mais ser encontrado para testemunhar no julgamento. O repórter Rogério Pagnan a quem este fato foi afirmado testemunhou no julgamento.
Fernando Neves, tenente e comandante da Força Tática da área, chefiou sa buscas ao suposto ladrão e dias depois detalhou a operação: "Foi feita uma varredura minuciosa nos mínimos detalhes, foi feito cerco no quarteirão, nos travamos elevadores, ninguém entrou, ninguém saiu e varremos todo prédio". Alguns meses depois este tenente matou-se quando um mandado de busca e apreensão era realizado no seu apartamento, pois era alvo de uma investigação de pedofilia. Interceptações telefônicas autorizadas pela justiça descobriram que ele tentava um encontro com uma menina de 5 anos, a mesma idade de Isabela. Os registros oficiais do caso mostram que já haviam policiais na área antes de o tenente chegar e este estaria em outro local a serviço, quando recebeu a ocorrência, via rádio, do caso Isabela. Algumas fontes dizem que o tenente teria sido o primeiro a chegar, mesmo sem ter sido chamado.
Manchas de sangue:
A origem do sangue também precisa ser melhor esclarecida, já que a perícia encontrou gotas de sangue na entrada do apartamento, no chão do quarto dos irmãos de Isabella e na tela da janela de onde a criança teria sido jogada. “O sangue era visível, tanto que o delegado notou assim que chegou, mas o pai omitiu isso no depoimento”, afirmou Cembranelli. As manchas de sangue não puderam ser identificadas como sendo de Isabela, bem como a data da criação das mesmas não pode ser precisada. A defesa alegou que o reagente utilizado pela polícia para detectar essas manchas também reage com vestígios de alguns alimentos como cenoura, nabo, banana e alho.
QUEDA DE ISABELLA:
A primeira pessoa que viu a criança no gramado foi o
porteiro. Ele teria relatado que escutou um forte barulho e quando olhou, a menina já estava no chão. Um morador do primeiro andar também teria escutado um estrondo e visto Isabella da sacada. Ele teria sido o primeiro a acionar o resgate, que demorou cerca de 13 minutos. Este mesmo morador disse, durante a reconstituição do crime, no domingo dia 27 de abril, que Alexandre ficou de joelhos e encostou o ouvido direito no coração da menina. Também disse que falou para Alexandre não tocar na menina para não prejudicar o estado dela. Por 34 minutos os paramédicos tentaram reanimá-la. A perícia constatou, que Isabella foi lançada pelos pulsos, e que a marca de suas mãos ficaram logo abaixo da janela, como a marca de seus joelhos. Segundo o promotor Francisco Cembranelli, Isabella teria sido "delicadamente" derrubada do 6° andar. Isso, na opinião de Cembranelli, refuta a versão
apresentada pelo casal. "Se fosse um monstro, como dizem os indiciados, certamente não sepreocuparia e arremessaria a menina de qualquer lugar e de qualquer jeito. Ela foi jogada do quarto dos irmãos, soltas", afirmou. Segundo o promotor, se Isabella tivesse sido arremessada da janela de seu quarto, ela teria sofrido danos físicos ainda maiores por conta do piso de granito. Já abaixo da janela do quarto dos irmãos, há um gramado; O médico Paulo Papandreu defendia a tese de que a menina caiu de forma acidental em seu livro "Caso Isabella: verdade nova". Em 2009 a mãe de Isabela conseguiu impedir judicialmente a circulação do livro e processou o autor pedindo indenização. Esta crítica também foi sustentada pelo médico legista George Sanguinetti no livro "A morte de Isabella Nardoni - Erros e Contradições Periciais", que também foi proibido pela justiça de São Paulo. George Sanguinetti ficou famoso por ter contestado a perícia de cuidadosamente introduzida no buraco da rede de proteção e delicadamente teve as mãos soltas.
Comportamento de Alexandre Nardoni
Ana Carolina Oliveira disse ao programa Fantástico: "Eu e ele (Alexandre), tínhamos uma relação distante. Mas ela (Isabella) tinha um amor incondicional por esse pai", disse, acrescentando que a menina de cinco anos nunca falou mal do pai. ”Nunca Isabella deu algum sinal, e nunca falou nada sobre o pai. Eu não sei o que aconteceu aquele dia. Fico muito triste em saber que minha filha sofreu, mas o que aconteceu a gente ainda vai descobrir."
Espancamento e tentativa de asfixia:

O rascunho do laudo 1.081, que será feito pelo médico Laércio de Oliveira Cesar com o auxílio de dois colegas, reforça a tese que a menina Isabella, de 5 anos, foi asfixiada por esganadura ou sufocamento e teve um osso da mão esquerda quebrado, provavelmente por meio de uma torção, e havia sinais de que essa fratura ocorreu quando a garota estava viva. Além disso, foi encontrada pequena hemorragia no cérebro. “Isso é comum nos casos do que chamamos de síndrome de criança espancada”, disse um legista. No corpo, havia um machucado no antebraço direito, como se ele tivesse enganchado na tela de proteção da janela ou como se ela tivesse tentado se agarrar. Por fim, havia um corte na cabeça, provavelmente também anterior à queda.
O perito George Sanguinetti, em seu livro “A morte de Isabella Nardoni - Erros e Contradições Periciais” destaca que o fato de os ferimentos terem ocorrido quando a menina estava viva não significa que o foram antes da queda, já que a menina veio a falecer mais de 50 min após a queda. Assim sendo, é muito mais óbvio que todos os ferimentos decorreram da queda, não havendo qualquer base científica ou razoabilidade em se afirmar que houve uma agressão anterior à queda. A asfixia decorreu das lesões no aparelho respiratório de Isabella decorrentes da queda, não havendo igualmente base científica ou sinais externos característico (Marcas de dedos na garganta) que embasem a tese de tentativa de esganadura. As expeculações da perícia policial foram cruciais para embasar a tese de coautoria da madrasta, desqualificando-a como testemunha.
Carro de Alexandre:
No dia 22 de abril, a empresa responsável pelo rastreador (GPS) instalado no carro Ford Ka revela que o carro de Alexandre Nardoni foi desligado às 23h36min11seg. Esse tipo de aparelho emite sinais via satélite para uma central de operações que, com isso, consegue monitorar todos os movimentos do veículo e saber, inclusive, a que horas ele foi ligado e desligado. O intervalo de tempo entre o momento que o motor do carro é desligado e primeira chamada para o resgate, que foi às 23h49min59seg, é de apenas treze minutos, o que, segundo a perícia é tempo insuficiente para os fatos acontecerem segundo contado por Alexandre. Conforme a Revista Veja de 30 de abril, Alexandre Nardoni disse, em seu depoimento, que gastou cerca de cinco minutos entre deixar a mulher e os dois filhos no carro, e levar Isabella dormindo ao apartamento no sexto andar. Isto daria 23h41min. Em seguida, teria voltado à garagem para ajudar Anna Jatobá a subir com os filhos. Neste percurso, teria gasto quatro minutos. O horário seria 23h45min. O registro do telefonema de um vizinho que solicitou o resgate aconteceu quatro minutos depois, tempo exíguo demais para que um suposto invasor (que a defesa alega existir) asfixiasse a menina, cortasse a rede de proteção da janela do quarto de Pietro e Cauã, atirasse Isabella pelo buraco e saísse do apartamento sem deixar vestígios.


O caso gerou grande repercussão nacional e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá,
respectivamente pai e madrasta da criança, foram condenados por homicídio doloso triplamente qualificado (art. 121, § 2°, incisos III, IV e V), e vão cumprir pena de 31 anos, 1 mês e 10 dias, no caso dele, com agravantes pelo fato de Isabella ser sua descendente, e 26 anos e 8 meses de reclusão no caso de Anna Jatobá, ficando caracterizado como crime hediondo. A decisão foi proferida pelo Juiz Maurício Fossen, no Fórum de Santana em São Paulo.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Lixo Hospitalar Vindo dos EUA. Palhaçada.

O Instituto de Criminalística de Pernambuco está com amostras do lixo hospitalar vindo dos Estados Unidos - material apreendido pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) no fim de semana no Porto de Suape, litoral sul do Estado - em um galpão da cidade de Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, ambas no agreste. O Ministério Público Federal (MPF) requisitou à Polícia Federal (PF) a instauração de inquérito para apurar as responsabilidades pelo desembarque.
A suspeita é de que os tecidos façam parte do esquema de importação clandestino descoberto no último dia 11, quando a Receita Federal apreendeu, também no Porto de Suape, dois contêineres com 46 t de descarte hospitalar originários do Estado americano da Carolina do Sul.

Segundo informações da Receita Federal, a empresa importadora da carga tem sede na cidade de Santa Cruz do Capibaribe e uma filial em Toritama. Os dois municípios fazem parte do pólo de confecções do agreste de Pernambuco. As perícias vão apontar se as manchas escuras encontradas nos lençóis são ou não de sangue. Os tecidos seriam usados para fazer forros de bolsos de calças e também vendidos a quilo. Cada quilo desse material era comercializado a R$ 8,35. Ainda nesta segunda-feira, um delegado da Polícia Federal deve ser designado para comandar as investigações.
A procuradora da República Carolina de Gusmão Furtado, responsável pelo caso, esteve reunida nesta tarde com representantes da Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Apevisa e PF para articular a atuação dos órgãos envolvidos.
Segundo o MPF, há indícios da prática de crimes de contrabando e uso de documento falso, além de crime ambiental. Além da investigação criminal, o MPF instaurou procedimento administrativo para averiguar a necessidade de medidas cíveis ambientais.

ONG preencheu nota fiscal de fornecedor de convênio do Esporte


Uma perícia técnica nas prestações de contas de um convênio no Ministério do Esporte apontou que o representante de uma organização não governamental (ONG) fez o cheque e também preencheu a nota fiscal em nome de quem vendeu à entidade o produto destinado ao projeto do governo. A pedido do jornal O Estado de S. Paulo, o perito criminal federal Maurício José da Cunha, professor de criminalística e documentoscopia da Academia Nacional do Departamento de Polícia Federal, analisou os documentos, e atestou que o mesmo punho escreveu os valores e datas em cheques do Instituto Pró-Ação e notas fiscais de empresas fornecedoras do Projeto "Pintando a Cidadania". Ou seja, quem pagou fez a nota fiscal de quem vendeu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
"Conseguiu-se detectar as características dos grafismos não só quanto ao aspecto formal como quanto a sua formação genética em vários algarismos, letras isoladas e em palavras completas indicando um mesmo punho para os preenchimentos de cada cheque pesquisado com sua respectiva nota fiscal", diz o laudo. Pelo menos R$ 1,3 milhão em cheques da conta corrente do convênio do Instituto Pró-Ação com o Ministério do Esporte foi parar em contas de empresas fantasmas. O convênio foi assinado pelo secretário nacional de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro. Há cheques de R$ 364 mil, R$ 311 mil, R$ 213 mil, R$ 178 mil, R$ 166 mil e R$ 58 mil. O dono de uma empresa disse que "arranjou" a nota fiscal para um amigo. As cópias dos cheques e das notas fiscais extraídas do convênio do ministério e são referentes às empresas Contemporânea Comércio e Serviços e Guerreiro Comércio e Serviços, que aparecem como contratadas. A primeira recebeu R$ 817 mil e a segunda, R$ 178 mil. Ambas não têm endereço fixo.
Parabéns à perícia que contribui cada vez mais para o solucionamento de crimes como esse. Espero que a impunidade não prevaleça mais uma vez.



domingo, 16 de outubro de 2011

O que é dependência química?



Dependência quími
ca é:

A DEPENDÊNCIA de qualquer substância psicoativa, ou seja, qualquer droga que altere o comportamento e que possa causar dependência (álcool, maconha, cocaína, crack, medicamentos para emagrecer à base de anfetaminas, calmantes indutores de dependência ou "faixa preta" etc.). A dependência se caracteriza por o indivíduo sentir que a droga é tão necessária (ou mais!) em sua vida quanto alimento, água, repouso, segurança... quando não o é!
"QUÍMICA" se refere ao fato de que o que provoca a dependência é uma substância química. O álcool, embora a maioria das pessoas o separem das drogas ilegais, é uma droga tão ou mais poderosa em causar dependência em pessoas predispostas quanto qualquer outra droga, ilegal ou não.
UMA DOENÇA:
A Organização Mundial de Saúde reconhece as dependências químicas como doenças. Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa, que lhe seja prejudicial. Por definição, como o diabete ou a pressão alta, a doença da dependência não é culpa do dependente; o paciente somente pode ser responsabilizado por não querer o tratamento, se for o caso. Exatamente da mesma maneira que poderíamos cobrar o diabético ou o cardíaco de não querer tomar os medicamentos prescritos ou seguir a dieta necessária. Dependência química não é simplesmente "falta de vergonha na cara" ou um problema moral.
UMA DOENÇA DE MÚLTIPLAS CAUSAS:
As dependências químicas não têm uma causa única, mas sim, são o produto de vários fatores que atuam ao mesmo tempo, sendo que, às vezes, uns são mais predominantes naquele paciente específico que outras. No entanto, sempre há mais de uma causa. Por exemplo, existe uma predisposição física e emocional para a dependência, própria do indivíduo. Vivendo como um dependente, o paciente acaba tendo uma série de problemas sociais, familiares, sexuais, profissionais, emocionais, religiosos etc., que são conseqüência e não causa de seu problema. Portanto, as causas são internas, não externas. Problemas de vida não geram dependência química.
UMA DOENÇA COM MÚLTIPLAS REPERCUSSÕES:
Como já dissemos, a dependência química gera inúmeros problemas sociais, familiares, físicos etc.
UMA DOENÇA PROGRESSIVA:
Sem tratamento adequado, as dependências químicas tendem a piorar cada vez mais com o passar do tempo.
UMA DOENÇA CRÔNICA INCURÁVEL:
O dependente químico, esteja ou não em recuperação, esteja ou não bebendo ou usando outras drogas, sempre foi e sempre será um dependente. Não existe cura para a dependência: nunca o paciente poderá beber ou usar outras drogas de maneira controlada. Como o diabete, não existe cura: sempre será diabético ou dependente.
UMA DOENÇA TRATÁVEL:
Apesar de nunca mais poder usar álcool ou outras drogas de maneira "social" ou "recreativa", da mesma maneira que um diabético nunca vai poder comer açúcar em quantidade, o dependente, se aceitar e realmente se engajar no tratamento, pode viver muito bem sem a droga e sem as conseqüências da dependência ativa.
É importante notar que qualquer avanço em termos de recuperação depende de um real e sincero desejo do paciente: ninguém "trata" o dependente se ele não quiser se tratar.
UMA DOENÇA FAMILIAR:
O convívio com o dependente faz com que os familiares adoeçam emocionalmente, sendo necessário que o familiar também se trate, e, ao mesmo tempo, receba orientações a respeito de como lidar com o dependente, como lidar com seus sentimentos em relação ao dependente, o que fazer, o que não fazer, e sobre como proteger a si e aos demais membros da família de problemas emocionais causados pela doença do dependente. Muitas vezes, os familiares se assustam quando a gente fala que também eles necessitam de tratamento; ninguém quer ser chamado de doente. No entanto, todos os familiares de dependentes que encontramos durante nossa vida profissional nos relataram pelo menos alguma conseqüência ou problema relacionado à dependência de uma pessoa próxima. Do nosso ponto de vista, quanto mais tempo o dependente e o familiar levarem para admitir a real necessidade de ajuda, maior tempo sofrerão.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Passo em direção a melhores fotos de evidências de crimes



Técnicas de fotografia adequada são essenciais para a documentação e análise de provas de impressão.

Seguindo algumas orientações simples para a fotografia evidências de impressão de perto ajuda a garantir detalhes suficientes, que por sua vez permite que o examinador realize uma comparação completa.

Em geral, a documentação da cena do crime, evidências e pistas devem incluir a série básica de fotografias aconselhado para todas as provas da cena do crime: fotografias em geral, fotografias de médio porte, e fotografias de qualidade close-up ou exame.

Fotografias em geral incluem as faixas ou impressões e relacionar sua localização dentro do contexto geral da cena do crime. Fotografias de médio porte relacionar as impressões de sua localização específica dentro da cena do crime e para outros itens nas proximidades de provas, incluindo outras impressões. Fotografia ampla, geral e média são importantes para documentar a posição e orientação de provas impressão, no entanto, elas não são considerados adequadas para uma completa comparação forense. A exceção de ser capaz de eliminar um sapato ou de pneus com base em uma sola ou desenho do piso dos pneus que pode ser visível em uma fotografia em geral ou de médio porte, para realizar uma comparação completa de alta qualidade, devidamente composto close-up fotografia da impressão devem ser tomadas.

Para a fotografia de provas de impressão, é recomendado que um profissional SLR (single lens reflex) é usado. Um mínimo de 8 megapixels de resolução é recomendado pelo Grupo de Trabalho Científico sobre Imaging Technology (SWGIT). Lentes intercambiáveis, flash destacável (com um cabo de 6 pés ou capacidade de controle remoto), controle manual de exposição e obturador remoto também são recomendados por SWGIT e pelo Grupo de Trabalho Científico para Shoeprint e Evidência Tire Tread (SWGTREAD).

A foto de close-up, ou uma fotografia de qualidade de exame, de um calçado ou impressão do pneu devem ser tomadas utilizando a posição da câmera adequada, composição, escala, identificador, iluminação e ser de resolução suficiente. Cada um desses aspectos permite o alargamento e tamanho mais preciso e detalhados do ambiente natural.

Para posicionar uma câmera para fotografar provas de impressão, coloque-a sobre um tripé, posicione o plano paralelo focal para a impressão, e assegurar a câmera está a uma distância suficiente da impressão para evitar o uso de uma ampla vista do ângulo. Não colocar o plano paralelo focal para a impressão também pode causar uma mudança visual na largura aparente ou o comprimento da impressão, dependendo do ângulo a partir do qual a foto é tirada. O uso de um tripé permite a estabilidade, tendo a fotografia, evitando problemas de qualidade que surgem de tremer enquanto mão segurando uma câmera durante exposições mais longas.


A fotografia deve incluir a impressão de calçado inteiro, ou no caso de pneus, cerca de 12 segmentos da pista. Tanto a escala quanto o identificador (número do item evidências) também devem ser visíveis na fotografia. A Mensagem pequenos -it , pedaço de fita ou papel usado para incluir o identificador na escala é recomendado. Usando uma tenda maior marcador foto estilo no close up exige uma área maior a ser fotografado, e menos detalhe é capturado. A impressão de escala, e identificador deve preencher o quadro da fotografia. A escala é posicionada perto da impressão, mas não em cima de qualquer um dos detalhes da impressão para evitar danos da impressão. Por esta razão, as escalas não devem ser colocados em todo o piso de uma impressão do pneu.

Traduzido de um arquivo em inglês.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Conheça a Psiquiatria Forense



É um ramo da medicina legal que se propõe esclarecer os casos em que alguma pessoa, pelo estado especial de sua saúde mental, necessita consideração particular perante a lei.
A perícia psiquiatra se divide em: direta e indireta, e abrange o direto penal, direito civil, direto do trabalho, direito militar, direito administrativo, direito canônico e criminologia.

Direito Penal
Verificação da capacidade de imputação nos incidentes de insanidade mental.
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Verificação da capacidade de imputação nos incidentes de farmacodependência.
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Exames de cessação de periculosidade nos sentenciados à medida de segurança.
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Avaliação de transtornos mentais em casos de lesões corporais e crimes sexuais.


Direito Civil :
Avaliação da capacidade de reger sua pessoa e administrar seus bens.

Perícia nas ações de interdição de direitos.

Perícia nas ações de anulação de atos jurídicos.

Avaliação da capacidade de testar.

Anulações de casamentos e separações judiciais litigiosas.

Perícia em ações de modificação de guarda de filhos.

Avaliação da capacidade de receber citação judicial.

Avaliação de transtornos mentais em ações de indenização.

Direito Do Trabalho :
Avaliação da capacidade laborativa nos acidentes do trabalho tipo com manifestações psiquiátricas.

Avaliação da capacidade laborativa nas doenças profissionais com manifestações psiquiátricas.

Avaliação da capacidade laborativa nas doenças decorrentes das condições do trabalho com manifestações psiquiátricas.


Direito Administrativo :
Avaliação psiquiátrica em faltas cometidas contra a administração pública ou privada.
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Avaliação psiquiátrica para concessão de licença para tratamento de saúde ou aposentadoria por doença mental.

Direito Militar :
Reconhecimento prévio das pessoas incapazes de ingressar as forças armadas por alterações psiquiátricas.

As reformas por doenças mentais.

A perícia psiquiátrica nos crimes militares.

Direito Canônico :
Avaliação da capacidade de contrair matrimônio ou receber sacramentos.

Criminologia :
O psiquiatra como parte integrante da equipe multidisciplinar nos exames criminológicos previstos na lei de execução penal.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Implementação do banco de dados de DNA da Polícia Federal


Um banco de dados de DNA é necessário para confrontar o material genético de suspeitos de crimes com o de vítimas para ampliar a elucidação de crimes. Com base nas informações publicadas no site da Associação Nacional de Peritos Federais, nesta terça feira (5) realizou-se uma coletiva de imprensa no Senado Federal, com o objetivo de apresentar à imprensa o Projeto de Lei nº 93/11 e sensibilizar o poder público para aprovação da legislação sobre o banco de dados de DNA.

O banco de dados de DNA seria uma conquista significativa para a sociedade, pois implicaria na rápida elucidação de crimes.

Na entrevista a rádio Câmara o Dr. Hélio Buchmuller, afirmou, que se o Brasil tivesse um banco de dados do DNA de criminosos condenados, casos como o do ''Maníaco de Contagem'' seriam evitados.

Um perito de Nova York, Joseph Blozis (consultor do CSI), está no Brasil para participar de um simpósio sobre a série. Ele afirmou estar surpreso de forma positiva, da forma como abordamos crimes, e falou das diversas semelhanças entre peritos do Brasil e do EUA.

"E o que eu espero que ocorra aqui é que a análise de DNA se torne uma ferramenta fundamental para a perícia criminal. O DNA é o pilar para análises de cenas de crime", disse ele.

Eu também acredito que o Brasil está caminhando para conseguir o banco de dados, não somente de impressões digitais, mais de DNA de condenados e suspeitos, totalmente informatizado, que implicará não somente na condenação mais também na inocentação de acusados.

Se isso se tornar realidade no nosso país, facilitará muito o trabalho dos nossos peritos e aumentará a confiança de familiares de vítimas e vítimas na justiça brasileira. E isso pode crer que é muito importante e compensador para nós peritos e futuros peritos.

De qualquer forma, o importante é que o CODIS está muito próximo da nossa realidade. Assim espero.

Raquel Moreira

terça-feira, 12 de julho de 2011

Um cabelo permite identificação vítimas de homicídio


Um só cabelo é suficiente para reconstituir os movimentos de uma pessoa nos Estados Unidos, graças a um novo teste que poderá permitir à polícia verificar os álibis ou identificar as vítimas de homicídios, revela um estudo.
Com a ajuda de simples amostras de água da torneira e restos de cabelos recolhidos nos cabeleireiros de todo o país, investigadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, conseguiram pôr em evidência diferentes químicos, suficientemente significativos para servir de marcadores geográficos.
O estudo, publicado esta semana revela que 85 % das variações de isótopos de hidrogênio e oxigênio nos cabelos de uma pessoa se devem a diferentes composições da água potável. Um só fio de cabelo pode, por exemplo, permitir a determinação do lugar onde se encontrava uma pessoa há semanas, e mesmo anos, consoante o comprimento do cabelo e o tempo em que caiu.
A equipa de investigadores, liderada pelo geoquímico Thure Cerling, elaborou um mapa com diferentes rácios de isótopos de hidrogénio e oxigénio presentes nos cabelos, que, apesar de não permitirem determinar com precisão lugares, possibilitam identificar diferentes áreas geográficas.
A técnica poderá também ser utilizada pelos médicos para determinar os sintomas associados ao agravamento de doenças alimentares ou pelos antropólogos e arqueólogos que procuram reconstituir as migrações das populações ou animais desaparecidos, segundo os cientistas.

domingo, 10 de julho de 2011

CURIOSIDADE: Ácido que enlouqueceu os pássaros de Hitchcock



Numa madrugada de Agosto de 1961, a pacata localidade costeira de Capitola na Califórnia foi surpreendida por uma cena que parecia saída do livro «Os pássaros» de Daphne du Maurier, que vira a luz do prelo nove anos antes.
Centenas de aves marinhas invadiram o local e atacaram os habitantes num episódio bizarro que fascinou Alfred Hitchcock, veraneante frequente na vizinha Santa Cruz.
Hitchcock recolheu as notícias que fizeram as manchetes dos jornais locais numa proposta ao seu estúdio para um filme que apareceria nos cinemas dois anos depois. (Como nota de curiosidade, refere-se que está prevista para 3 de Julho de 2009 a estreia de um remake do filme).
Na altura, o nevoeiro cerrado que teria confundido os pássaros e os induzira a procurar as luzes da cidade foi a única explicação encontrada para o incidente, que não explicava o comportamento insano das pardelas negras, pássaros habitualmente pacíficos.
Uma explicação para o que de facto acontecera naquela manhã de 18 de Agosto de 1961 só foi possível em 1987 depois de detectives químicos (e biólogos) terem entrado em acção para descobrir o que causara a intoxicação de mais de uma centena de pessoas de Prince Edward Island no Canadá.
Esta era uma intoxicação alimentar pouco comum: aos sintomas iniciais somavam-se dores de cabeça incapacitantes a que se seguiu confusão, perda de memória, desorientação e, em casos extremos, tremores e coma.
Algumas das pessoas afetadas exibiam volatilidade emocional com manifestações de agressividade ou choro descontrolado. Três das vítimas faleceram e outras sofreram danos neurológicos irreversíveis.
Uma vez que a perda de memória era o traço comum a muitas vítimas, a condição foi designada intoxicação amnésica (amnesic shellfish poisoning, ASP).Epidemiologistas da Health Canada rapidamente identificaram o culpado macroscópico pela doença: mexilhões recolhidos de uma area específica da ilha nunca antes atingida por problemas análogos nem onde antes se detectaram florescências de algas.
Ensaios com ratos causaram a morte com sintomas neurotóxicos nunca antes vistos e muito diferentes dos encontrados com outras toxinas de origem marinha.
Tratava-se de algo completamente novo que desafiou os cientistas que não sabiam a que composto tóxico atribuir estes sintomas completamente novos.
O mistério começou a ser desvendado no dia 12 de Dezembro de 1987, quando uma equipe de biólogos marinhos e químicos foi reunida pelo Department of Fisheries and Oceans (DFO) do Canadá no laboratório em Halifax, Nova Scotia, do Conselho Nacional de Investigação Científica do Canadá.
O principal composto implicado na intoxicação do tipo amnésico (ASP), o ácido domóico (DA), foi encontrado após um estudo exaustivo em apenas 4 dias!
A tarefa desta equipe foi mais complicada que encontrar a proverbial agulha num palheiro e constitui uma verdadeira proeza química dada a enorme quantidade de compostos presente nos mexilhões e o fato de os investigadores não terem a mínima ideia de qual a estrutura do culpado pela intoxicação.
Esta epopéia química, contada em detalhe em vários artigos científicos, assentou no fracionamento de extratos dos mexilhões e seu teste em ratos até se encontrar o vilão.
O ácido domóico funciona como um cavalo de Tróia molecular.
Os neurônios confundem este aminoácido com o seu parente ácido glutâmico, ou antes, confundem as formas básicas de ambos.
O glutamato é um neurotransmissor excitatório que se pensa esteja envolvido em funções cognitivas como a aprendizagem e a memória.
As membranas dos neurónios e da glia possuem transportadores de glutamato que retiram rapidamente este aminoácido do espaço extracelular já que o seu excesso é altamente tóxico para os neurónios.
A acumulação de glutamato no espaço extracelular provoca a entrada de iões cálcio (Ca2+) nas células originando danos neuronais e eventualmente morte celular (apoptose)num processo conhecido por excitotoxicidade.
De facto, elevadas concentrações de glutamato funcionam como uma excitotoxina - excitam os neurônios até à morte num processo em cascata que estimula células vizinhas.
A estrutura mais rígida do DA faz com se ligue mais fortemente aos receptores de glutamato. Como resultado, o poder excitatório do domoato é entre 30 a 100 vezes maior que o do glutamato.
Alguns cientistas consideravam na altura que o ácido domóico, isolado em 1958 a partir de uma alga vermelha, doumoi ou hanayanagi, usada como tratamento tradicional para combater parasitas intestinais no Japão, não poderia ser o culpado pelo ASP já que não existiam na literatura nenhumas indicações de toxicidade da alga ou de extractos da alga.
Mas os extractos utilizados como remédios contêm no máximo 20 mg de ácido domóico enquanto algumas das vítimas do episódio de 1987 consumiram cerca de 290 mg de DA acumulado nos bivalves que se alimentaram de diatomáceas Pseudonitschia.
Desde 1987 que a análise de ácido domóico em marisco e peixe comerciais é um procedimento habitual e não há registos de mais intoxicações amnésicas.
Mas embora sem repercussões na saúde humana, os blooms regulares destas algas microscópicas que têm ocorrido nos últimos anos acarretam consequências trágicas na fauna marinha, nomeadamente da costa californiana, afectando leões marinhos, golfinhos, baleias e pelicanos, entre outros.
As dimensões que este problema começa a assumir e o fato de a bioacumulação de toxinas produzidas pelo fitoplâncton não se restringir ao ácido domóico, tornam premente que todos nos apercebamos quão vulneráveis estamos se não fizermos algo para salvar os nossos oceanos.

CURIOSIDADE: A mais antiga autópsia americana


A mais antiga autópsia realizada no continente norte-americano foi executada há mais de 400 anos por colonos franceses desesperados para descobrir o que os estava matando, durante um inverno rigoroso na Ilha St. Croix.
Uma equipe de antropólogos forenses dos EUA e do Canadá confirma que o crânio de um homem, sepultado na ilha entre 1604 e 1605, mostra evidências de ter sofrido autópsia.
O crânio em questão foi descoberto durante escavações realizadas pelo Serviço de Parques Nacionais, em junho de 2003. O alto do crânio havia sido removido, expondo o cérebro; a tampa do crânio foi recolocada antes do sepultamento.
“Este é o mesmo procedimento usado nas autópsias atuais”, disse Thomas Crist, que liderou a equipe responsável pelo estudo. A descoberta bate certo com antigos manuscritos onde está escrito que o cirurgião-barbeiro ordenou a abertura de diversos homens, para determinar a causa de suas doenças.
Cientistas usando técnicas modernas concluíram que a colônia foi dizimada pelo escorbuto, doença causada pela falta de vitamina C.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Perícia investiga ataque de Hackers nos sites do Governo Federal


Semana passada foi publicado no site de notícias TERRA, que peritos da Polícia Federal definiram estratégias para investigar invasões por "hackers".

Depois da ação dos 'HACKERS' nos sites do Governo Federal, a perícia busca estratégias para conduzir a investigação e minimizar os riscos de novos ataques.

Além de tentar identificar o (os) autor (es) do ataque, a PF buscará descobrir se houve falhas no sistema invadido.


BIBLIOTECA DE INTOXICAÇÕES (parte 3)

NÍQUEL
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O níquel (Ni) em quantidades pequenas
tem sido classificado como um elemento importante ao desenvolvimento. Em doses elevadas é tóxico podendo causar: 1 irritação gastro intestinal com náuseas, vômitos e diminuição do apetite; 2. alterações neurológicas: dor de cabeça, vertigem; alterações musculares: fraqueza muscular; 3. alterações cardíacas: palpitações; 4.

alergia: dermatite, rinite crônica, asma e outros estados alérgicos. O níquel inibe a ação da enzima superóxido dismutase que

participa no processo de metabolização
dos radicais livres. O excesso de níquel pode chegar a ter conseqüências graves como necrose e carcinoma do fígado e câncer de pulmão.
Fontes de contaminação:
•alimentos: chocolate, gordura hidrogenada,
nozes, feijão, ervilha seca e cereais;
•cigarro: cada cigarro contém de 2 a 6 m g de níquel (As pessoas que fumam ou convivem com a fumaça do cigarro geralmente apresentam taxas aumentadas de Ni.);
•baterias de níquel e cadmium;
•petróleo e indústrias petroquímicas;
•processos metalúrgicos de refinamento de Ni;
•panelas de inox podem liberar Ni durante o cozimento de alimentos ácidos como o tomate.
Tratamento:eliminação da fonte de contaminação, aumento da ingesta de fibras e suplementação com selênio, zinco, L-cisteina, D,L metioninae terapia anti-oxidante.


SELÊNIO
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O selênio (Se) é um mineral essencial ao funcionamento do nosso organismo. Porém, quando muito aumentado causa intoxicação. O selênio é um mineral tóxico quando em excesso. Nos casos de intoxicação aguda ele causa queda de cabelo, unhas fracas, dermatite, quadro pulmonar e lesão do sistema nervoso central. Na intoxicação aguda o selênio causa: náuseas, diarréia, irritabilidade, fadiga, neuropatia periférica, queda de cabelo e unhas fracas. Tanto na intoxicação aguda quanto na crônica temos o hálito de alho.



LÍTIO
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O lítio (Li) é um mineral essencial ao funcionamento do nosso organismo. Porém, quando muito aumentado causa intoxicação. A intoxicação por lítio na grande maioria das vezes ocorre devido ao tratamento medicamentoso a base de lítio. Existe uma associação entre hipotireoidismo e a utilização de doses excessivas e prolongadas de lítio.







MOLIBDÊNIO
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O molibdênio (Mo) é um mineral essencial ao funcionamento do nosso organismo. Porém, quando muito aumentado causa intoxicação. A intoxicação por molibdênio é rara. O aumento de molibdênio no organismo pode causar elevação do ácido úrico. Reservas corpóreas elevadas de molibdênio podem causar uma deficiência de cobre.

FÓSFORO
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O fósforo (P) é um mineral essencial ao funcionamento do nosso organismo. Porém, quando muito aumentado causa intoxicação. A utilização em grande escala de adubos fosfatados tem ocasionado um aumento considerável dos teores de fósforo dos alimentos provenientes da agricultura. O fósforo aumentado pode trazer conseqüências negativas para a formação óssea, pois o excesso de fósforo tende a deslocar o cálcio dos ossos, além de competir pela absorção. O fósforo também compete com o zinco, magnésio e manganês. O consumo infantil de mais de 1 litro de refrigerante por semana é suficiente para diminuir a densidade de Ca dos ossos. Alimentação: não consumir refrigerantes principalmente do tipo cola.

sábado, 14 de maio de 2011

BIBLIOTECA DE INTOXICAÇÕES (2)

COBRE
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O cobre (Cu)) é um mineral essencial ao funcionamento do nosso organismo. Porém, quando aumentado causa intoxicação. A intoxicação por cobre pode pode ocorrer devido a contaminação de cobre na água, absorção através da pele e níveis insuficientes de elementos que competem com o cobre nos locais de absorção intestinal como o zinco e o molibdênio. Na deficiência de zinco, geralmente o cobre encontra-se aumentado. O cobre pode estar aumentado devido ao uso de contraceptivos orais ou ao uso de Dispositivo Intra Uterino com fio de cobre.
Como o cobre deposita-se preferencialmente no cérebro e no fígado os sintomas encontrados são inicialmente decorrentes do comprometimento destes dois órgãos. Sintomas do
excesso de cobre ligados as alterações cerebrais incluem: distúrbios emocionais, depressão, nervosismo e irritabilidade, sintomas semelhantes aos do mal de Parkinson e alterações semelhantes a esquizofrenia e a outros distúrbios psiquiátricos. Outras alterações ligadas ao excesso de cobre: fadiga, dores musculares e nas juntas, anemia hemolítica, queda de vitamina A, necrose hepática, icterícia e lesão renal. Além disso, o aumento de cobre está associado ao aumento de radicais livres.

CROMO
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O cromo (Cr) é um mineral essencial ao funcionamento do nosso organismo. Porém, quando muito aumentado causa intoxicação. A intoxicação de cromo devido a contaminação alimentar é rara. A intoxicação industrial por cromo causa dermatites alérgicas, úlceras na pele e carcinomas. As taxas elevadas de cromo são associadas a lesões vasculares com aumento dos quadros de hemorragias e tromboses cerebrais.






MANGANÊS

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O manganês (Mn) é um mineral essencial ao funcionamento do nosso organismo. Porém, quando muito aumentado causa intoxicação. As causas mais comuns de intoxicação por Mn são devidas a inalação em industrias e minas. Existem relatos de intoxicação devida a ingesta de água contaminada por períodos muito prolongados. A intoxicação por Mn é responsável por anorexia, fraqueza, apatia, insônia e outras perturbações do sono, excitabilidade mental, comportamento alterado, dores musculares, quadro neurológico (tremores simulando o mal de Parkinson) e distúrbios psicológicos: a "loucura mangânica", caracterizada por comportamento violento associado a períodos de mania e depressão.

MERCÚRIO
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O mercúrio (Hg) é tóxico para os seres humanos e animais. O mineralograma capilar é um indicador preciso dos níveis de mercúrio no organismo.
O mercúrio elementar é a mais volátil das formas inorg

ânicas do metal. Os vapores de mercúrio podem ser liberados a partir das restaurações dentárias de amálgama. O mercúrio é utilizado na indústria eletrônica, fabricação de plásticos, termômetros, fungicidas e germicidas. Estima-se que, no Brasil, aproximadamente 100 toneladas por ano de mercúrio sejam lançadas pelo garimpo na região centro-oeste causando uma con­taminação ambiental importante. Além disso, várias contaminações acidentais de rios tem sido notificadas a partir dos anos 70: enseada dos Tainheiros na Bahia, rio Botafogo em Pernambuco e rio Mogi-Guaçu em São Paulo. Os peixes das regiões con­taminadas apresentam teores altos de mercúrio
A exposição crônica ao mercúrio causa sintomas gastro intestinais (dor abdominal, gosto metálico na boca, digestão difícil, salivação abundante, náuseas, cólicas intestinais, gengivite), sintomas neurológicos (falta de memória, cefaléia, formigamentos, insônia, tremores, sonolência, alteração da grafia, cãibras, gritos noturnos, alteração do equilíbrio, tontura, vertigem e dificuldade escolar), alterações emocionais (nervosismo, irritabilidade, distúrbios de memória, tristeza, diminuição da atenção, depressão, agressivi­dade, insegurança e medo) e irritação nos olhos, fraqueza muscular, espasmos musculares, borramento visual, zumbido, irritação nasal e diminuição da acuidade visual e auditiva.
Durante a gestação o mercúrio materno passa a barreira placentária causando contaminação do feto.
Tem sido verificada uma considerável variação na sensibilidade de cada indivíduo ao mercúrio. Após o uso de amálgamas dentários, níveis tóxicos de mercúrio podem ser observados por 6 meses a 1ano acompanhados algumas vezes de irritabilidade ou dores de cabeça. Sintomas clínicos mais graves só têm sido raramente relatados nesta circunstância.
Mesmo em quantidades baixas, o mercúrio afeta a atividade biológica do selênio, chegando mesmo a suprimi-la.

terça-feira, 10 de maio de 2011








Pesquisa personalizada

quinta-feira, 5 de maio de 2011

BIBLIOTECA DE INTOXICAÇÕES (1)

" Todas as substâncias são venenos; não existe nada que não seja veneno. Somente a dose correta diferencia o veneno do remédio. "
Paracelsus (1493-1541)

ALUMÍNIO

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A intoxicação por alumínio (Al) tem sido cada vez mais estudada. Tem sido associada à constipação intestinal, cólicas abdominais, anorexia, náuseas, fadiga, alterações do metabolismo do cálcio (raquitismo), alterações neurológicas com graves danos ao tecido cerebral. Na infância pode causar hiperatividade e distúrbios do aprendizado. Inúmeros estudos consideram que o alumínio tem
um papel extremamente importante no agravamento do mal de Alzheimer (demência precoce). O excesso de alumínio interfere com a absorção do selênio e do fósforo.
Os alimentos ácidos aumentam a absorção do alumínio e aumentam a liberação do alumínio das panelas fabricadas com este metal.

Nos casos mais importantes de contaminação por alumínio é muito importante que todas as panelas da casa sejam trocadas por panelas de aço inox (inclusive a panela de pressão que pode ser de inox ou revestida de teflon). Outras fontes de contaminação com alumínio são: medicações anti-ácidas, utensílios de cozinha de alumínio, papel aluminizado, cremes para a pele com alumínio, farinha branca de trigo, fermentos em pó, queijo (o fosfato de alumínio é usado como emulsificante) água gaseificada, tubos de pasta de dente de alumínio e desodorantes anti-perspirantes.
O alumínio pode ser encontrado no leite de mães intoxicadas.


ARSÊNICO
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A toxicidez do arsênico pode causar hálito e suor com odor de alho, desconforto físico, anemia com leucopenia moderada e eosinofilia, problemas digestivos (anorexia, náuseas, vômitos, constipação ou diarréia), circulatórios (vasodilatação leve com aumento da permeabilidade capilar podendo causar nos casos mais graves uma necrose de extremidades conhecida como a doença dos pés pretos), cardíacos (lesão do miocárdio com prolongamento do intervalo QT e ondas T anormais), neurológicos (neuropatia periférica com formigamento e sensação de agulhadas em mãos e pés), musculares (cãibras e fraqueza em pernas e pés podendo haver dificuldade para andar nos casos mais graves) e dermatológicos (hiperpigmentação principalmente no pescoço, pálpebras, mamilos e axilas, vitiligo, hiperqueratose, queda de cabelo, estrias nas unhas e câncer).

A toxidez do arsênico é rapidamente excretada através do rim, assim, se os níveis dos cabelos forem elevados existe uma exposição constante.
Fontes comuns de Arsênico são: inseticidas, poluição do ar, água contaminada, exposição a processos industriais, especialmente em eletrometalização e manufatura de componentes eletrônicos.
Arsênico é um potente antagonista biológico do selênio.
Os níveis de Arsênico nos cabelos são excelentes indicadores de sobrecarga orgânica.


CÁDMIO

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O Cádmio (Cd) é tóxico para os seres humanos e animais. Intoxicações leves por cádmio podem causar: salivação, fadiga, perda de peso, fraqueza muscular e disfunção sexual. Níveis moderadamente altos de cádmio, entre 4 a 8 ppm, podem causar hipertensão, ao passo que níveis muito elevados podem causar hipotensão. cádmio afeta os rin
s, pulmões, testículos, paredes arteriais, ossos e interfere com muitos sistemas enzimáticos.
Fontes de contaminação: farinha e açúcar refinados contém cádmio
e pouco zinco, o que aumenta a absorção do cádmio, fumaça de cigarros contém teores elevados de cádmio,
alimentos contaminados: fígado e rins de animais contaminados e alimentos marítimos contaminados.O nível de cádmio nos cabelos é um indicador preciso da sobrecarga orgânica de cádmio.
Falsas elevações de Cd nos cabelos podem ser decorrentes de permanentes, tinturas, bran­queamento e alguns pulverizadores para cabelos.

CHUMBO
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O chumbo (Pb) é tóxico para os seres humanos. O nível de chumbo no cabelo é um excelente indicador de sobrecarga de chumbo no organismo. Níveis baixos de chumbo afetam a capacidade do organismo para utilizar cálcio, magnésio, zinco e outros minerais.
O chumbo existe como contaminante ambiental, mas é particularmente importante nas:
•produtos para tintura dos cabelos: grecin 2000, HF65, loção Camélia do Brasil, etc...
•tintas: esmaltes
•pigmentos usados em tintas de artistas
•cerâmicas vitrificadas (copos, jarras, pratos)
•galerias de tiro ao alvo
•pesticidas
•cinzas e fumaça de madeira pintadas
•fabricação caseira de baterias
•moradia próxima de fundições
•queima de madeiras pintadas
•alimentos contaminados

A intoxicação por chumbo pode causar inicialmente falta de apetite, gosto metálico na boca, desconforto muscular, mal estar, dor de cabeça e cólicas abdominais fortes. Entretanto, na infância, muitas vezes os sintomas ligados a deposição de chumbo no cérebro são predominantes. Níveis moderados de chumbo afetam a memória de longo prazo e a função cognitiva na criança. Crianças com mais de 10 ppm de chumbo nos cabelos tem maior dificuldade no aprendizado do que as crianças com taxas menores. Estudos onde crianças de regiões contaminadas por chumbo foram observadas por vários anos demonstraram que as crianças com níveis sangüíneos de Pb superiores a 10 m g/dl apresentavam uma diminuição do QI em relação a crianças com taxas de chumbo inferiores. A simples retirada da fonte de contaminação ou a quelação quando necessária, causam a diminuição das taxas sangüíneas de chumbo e um aumento do QI.
Além da diminuição do QI podendo levar a dificuldades escolares o aumento de chumbo no sangue pode causar hiperatividade.
As crianças apresentam uma absorção intestinal de chumbo maior que a dos adultos e os efeitos tóxicos do chumbo são mais importantes na criança devido ao período de desenvolvimento cerebral.

EM BREVE: COBRE, CROMO, MANGANÊS E MERCÚRIO.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Especialização em Perícia Criminal aqui no Estado do Ceará


Pra você, que assim como eu, pretende fazer especialização em perícia Criminal aqui no estado do Ceará, pode ficar feliz pois o curso já está disponível na Faculdade Católica Rainha do Sertão em Quixadá-Ce a apenas 160 Km da capital Fortaleza. O aluno recebe diploma de especialista em perícia criminal.
O curso de pós-graduação latu senso em Perícia Criminal tem como objetivo capacitar, em nível de especialização, profissionais atuantes na área criminal ou que nela pretendem ingressar dentro das exigências atuais do mercado de trabalho em Perícia Criminal, quanto aos conhecimentos necessários para dar sustentação quando de sua utilização na elaboração de laudo pericial.
O curso estuda: Introdução a Perícia criminal, Noções de Direito Penal e Processual Penal, Direito Civil: Teoria das provas dos atos jurídicos, Criminalística – O local e a prova, Papiloscopia Forense, Balística Forense, Química Forense, Toxicologia Forense, Noções de Medicina legal, Identificação humana, Biologia Molecular Forense, Metodologia Científica, Perícia Contábil, Documentoscopia Forense, Perícia no Trânsito, Computação Forense
Perícia Ambiental, Engenharia Legal e Perícias em edificações, Entomologia Forense e O Laudo Pericial.

domingo, 1 de maio de 2011

Planta detecta presença de explosivos



Quando recebem excesso de luz solar, as plantas liberam substâncias chamadas terpenoides, que engrossam as folhas e alteram sua cor. A pedido do Pentágono, cientistas americanos criaram uma técnica para manipular esse mecanismo e fazer com que a planta mude de cor na presença de explosivos. É uma versão transgênica do tabaco (Nicotiana tabacum), que poderá ser usada em aeroportos e locais visados por terroristas. A planta pode detectar bombas, criando proteínas vegetais que mudam de cor quando perto de substâncias presentes em explosivos. O problema é que a planta leva 12 horas para mudar de cor. Mas os cientistas estão tentando acelerar o processo.

Os pesquisadores desenvolveram um programa de computador para manipular as defesas naturais do vegetal, induzindo-o a reagir às substâncias químicas dos explosivos. Quando perto desses materiais, a planta altera sua coloração do verde para o branco. De acordo com a professora June Medford, da Universidade do Colorado, as habilidades dessas plantas para detectar explosivos são superiores às dos cães farejadores.

Estilo CSI: Uma realidade no Brasil

Recentemente, publicada no Diário Catarinense, uma matéria com peritos de diversas áreas trabalhando em estilo CSI, com equipamentos avançados e com alta eficiência e eficácia. Contam com laboratórios de documentoscopia e toxicologia, sequênciador genético, microcomputador balístico e outras 'armas' poderosas. Confira algumas fotos postadas no Diário:






Setor de identificação da identidade















Documentoscopia














Microcomputador balístico















Análise de DNA

sábado, 30 de abril de 2011

Promotores de justiça não estão conseguindo provas para manter presos ou prender acusados, POR FALTA DE PERITOS CRIMINAIS.

Sem peritos criminais, promotores de Justiça não estão conseguindo provas para manter presos e denunciar acusados de crimes e Ministério Público alerta para a impunidade de criminosos.

O alerta está sendo dado pela coordenadora do Caocrim (Centro de Apoio Operacional às Promotorias Criminais) do Ministério Público, promotora de Justiça Luzijones Carvalho. Por falta de peritos criminais, promotores de Justiça não estão conseguindo provas para manter presos e denunciar acusados de crimes.
Ela diz que isso está incentivando a impunidade de criminosos.
“O Ministério Público está com dificuldades de manter presos e condenar infratores por falta de perícias que devem constar nos inquéritos policiais”, afirmou Luzijones Carvalho.
Ela diz que o Ministério Público do Estado do Piauí, preocupado com a violência urbana advinda do crescente número de cometimento de crimes, tem buscado meios de instaurar processos criminais rápidos e eficientes para uma propiciar as condenações dos infratores.
Entretanto, o Ministério Público tem encontrado várias dificuldades. Uma delas é quanto à coleta da prova, que deve existir dentro do inquérito policial e ser transferida para o processo penal. Nesses documentos, é frequente a ausência da perícia criminal, que é o documento que atesta a existência (materialidade) do crime, um dos requisitos para a condenação.
Por exemplo, no caso de crime de homicídio, é necessário que o inquérito traga o laudo de exame cadavérico; em caso de falsificações, é preciso a juntada da perícia comprobatória de tal falso.
O promotor de Justiça da Comarca de Fronteiras, Francisco Túlio Mendes, narrou em expediente dirigido ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias Criminais do Ministério Público que existe pessoa presa naquela cidade, acusada do crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor (adulteração do chassi) preso pela Polícia Rodoviária Federal, que se encontra aguardando a perícia a comprovar a ocorrência do crime que lhe foi imputado.
A perícia deveria ter sido feita há mais de mês pelo Instituto de Criminalística do Estado do Piauí, mas este não concluiu o trabalho.O promotor de Justiça Francisco Túlio Mendes informa que o delegado responsável solicitou várias vezes a realização da perícia junto ao Instituto de Criminalística, mas não conseguiu ser atendido, tendo obtido informação de que não há sequer previsão para realizar tal trabalho.
A justificativa era de que o quadro de peritos criminais é insuficiente para atender à demanda de todo o Estado do Piauí.
“Estou enfrentando problema referente à incapacidade do Estado em realizar perícia da sua competência em tempo hábil. No dia 17 de fevereiro deste ano, um acusado (já denunciado) por crime de falsificação de sinal identificador de veículo automotor (artigo 311 do Código Penal) foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal em Alegrete do Piauí conduzindo uma Nissan Frontier, cor preta, placa NHB- 2102, de Sítio Novo (MA) porque os PRF constataram várias adulterações de sinais identificadores, como rasuras nas plaquetas de identificação, vidros, cintos de segurança, tornando-as ilegíveis, e adulteração nos números identificadores do chassi e do motor mediante uso de instrumento abrasivo (lixa), que se apresentam fora dos padrões originais do fabricante”, explicou o promotor de Justiça Túlio Mendes.
O inquérito policial foi "concluído" e encaminhado ao Ministério Público sem o laudo de exame de metalográfico, acompanhado apenas do requerimento feito pelo delegado competente ao Instituto de Criminalística.
“Considerando que o acusado está preso (agora preventivamente), solicitei várias vezes ao delegado Regional de Picos, . Everton, que agilizasse a feitura do exame pericial, e este se empenhou nesse sentido, intercedendo insistentemente junto ao Instituto de Criminalística, mas, não conseguiu que a perícia fosse realizada e nem mesmo fosse marcada data para tanto, de forma que, até esta data, não há sequer previsão para sê-la. O delegado regional comentou que existem outras perícias pendentes de realização na região e Picos que estão na mesma situação da minha, sem data para realização. Ao conversarmos, percebi que ele, de certa forma, chegou a ser 'desencorajado' a requerer perícias, por causa das dificuldades do Estado em realizá-las. Como sabemos, a perícia é necessária não só para comprovar a adulteração mas, também, o crime patrimonial anterior (receptação, furto ou roubo) e ainda se identificar o verdadeiro proprietário do veículo. No caso em tela, é muito provável que o CRLV também seja falsificado, o que constituirá outros dois crimes: falsificação e uso de documento público”, acrescentou Túlio Mendes.“Enfim, se o Estado não consegue efetivar a perícia criminal em processo com réu preso, que dirá nos demais. E como se trata de situação extremamente grave, uma vez que inviabiliza a persecução criminal, é preciso regularizá-la o mais rápido possível”, acrescentou.
A promotora de Justiça Karla Daniela Carvalho, da Comarca de Várzea Grande do Piauí, também pediu ajuda ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias Criminais em Teresina para tentar realizar uma perícia sobre combustíveis, já que delegado do município Grande não estava sendo atendido pelos integrantes do Instituto de Criminalística.
Diante disso, esta coordenadora do Centro de Apoio, Luzijones Carvalho, considera a situação "muito preocupante, pois dificulta sobremaneira a atuação dos proponentes da ação penal”.
Segundo ela, os promotores de Justiça não têm como obter sucesso numa ação condenatória sem a prova básica pedida em lei, que é, no caso, a perícia".

FONTE: PORTAL MEIO NORTE

quinta-feira, 24 de março de 2011

FOTOGRAFIA FORENSE


A fotografia forense também conhecida como fotografia de evidências, vem a cada ano ganhando papel de destaque no cenário pericial sendo útil e necessária para todos os peritos judiciais e criminais independentes de sua especialidade pericial, pois constitui uma excelente ferramenta de produção de prova, enriquecendo o laudo pericial e os pareceres técnicos elaborados pelos Peritos.

Através do avanço tecnológico e o constante lançamento de novas câmaras esta ferramenta pericial tem ganhado cada vez mais credibilidade e notoriedade no campo pericial e dentre as dezenas de aplicações para a fotografia forense podemos citar: fotografia grafotécnica, fotografia papiloscópica, de local de crime, de acidentes, cadáveres etc.

Essencialmente quer se utilize câmaras digitais ou convencionais, o perito deve ter em mente que o objectivo da fotografia forense será sempre produzir provas, com prioridade total para a exibição do objecto ou local questionado, ajudando assim a esclarecer as possíveis duvidas que possam existir, e enriquecer o laudo pericial, como já havíamos referido acima, produzindo evidências sólidas para que as autoridades possam formar suas livres convicções a respeito da materialidade das provas apresentadas, facilitando assim o julgamento e a elaboração da sentença judicial.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

PAPILOSCOPIA


A Papiloscopia é a forma de identificação humana através do estudo das papilas (saliências da derme), sendo subdividida em Dactiloscopia (extremidades digitais), Quiroscopia (palma das mãos). Podoscopia ( planta dos pés) e Poroscopia (que em Papiloscopia é o estudo dos desenhos dos poros que se encontram nas papilas). Nessas regiões do corpo humano encontramos os desenhos papiloscópicos, porém todo trabalho papiloscópico é feito na impressão papilar, ou seja, quando este desenho é tomado diretamente do indivíduo numa ficha papiloscópica (papel liso branco e tinta preta de imprensa) ou quando ela é levantada de um suporte qualquer , sem a intenção deliberada de produzi-la (geralmente são as impressões encontradas em locais de crime). A impressão, portanto, é o reverso do desenho.
Para entendermos a necessidade de uma perfeita tomada de impressão ou de um perfeito levantamento de impressões ou fragmentos de locais de crime, precisamos nos voltar aos elementos de uma impressão e sua relação com a fórmula dactiloscópica e conseqüente identificação.

Papiloscopia e a Ficha de Neonatologia

Vocês se recordam da Ficha de Neonatologia que toda mãe recebe quando do parto em uma Maternidade? O que logo nos vem à mente? A impressão do pezinho do bebê, não é mesmo? Impressão ou borrão? Nunca vi, em nenhuma dessas fichas, uma impressão...

A princípio, quando da introdução da Papiloscopia como forma de identificação humana, vislumbrou-se a possibilidade de garantir a identidade do indivíduo desde o momento de seu nascimento. Dessa forma instituiu-se a tomada da impressão plantar do bebê, juntamente com a impressão do polegar direito da mãe logo após o nascimento, ainda na sala de parto, antes de qualquer separação dos dois. Se, posteriormente, houvesse a suspeita de troca de bebês, ou mesmo nos casos de sequestro, poderia ser feita a confirmação da maternidade através do confronto dessas impressões colhidas logo após o parto com as impressões atuais dos supostos mãe e filho.

Durante as últimas décadas, antes da popularização do exame de DNA, muitos casos apresentados resultaram na impossibilidade de afirmação da identidade devido à tomada das impressões de forma incorreta à época do nascimento.


COMPARE O BORRÃO DE UMA MATERNIDADE COM UMA IMPRESSÃO FEITA CORRETAMENTE: